Tribuna de Petrópolis

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500 anos da Reforma Luterana XXI

Por: P. Elton Pothin
14/07/2017
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Sétimo fundamento. “Não furtarás.” (Êxodo 20.15)

Depois de você e do seu cônjuge, os bens temporais são a primeira coisa que Deus quer proteger, ordenando que ninguém subtraia ou abocanhe do seu vizinho. Furtar nada mais é do que apropriar-se indevidamente de um bem de outra pessoa em todos os tipos de transações.

Esse é um mal muito difundido. Se quiséssemos enforcar todos os ladrões, a terra ficaria desolada, faltariam carrascos e forcas. (Pois) furtar não é somente aliviar bolsos e cofres, mas afanar coisas na feira, nas lojas, no supermercado, no bar, na oficina, em suma, onde houver transação em dinheiro por mercadoria ou trabalho.

Há que se mencionar operários, técnicos, diaristas que agem de má-fé, passando as pessoas para trás como podem, e ainda são negligentes e desleais no trabalho. Esses estão todos muito acima dos ladrões que agem às ocultas.

Além disso, a coisa anda solta no mercado e no comércio em geral, onde um engana o outro abertamente com mercadoria fajuta, medida e peso adulterados, dinheiro falso, tirando vantagem por meio de enganação, truques financeiros e trapaças. Além disso, abusa-se no preço, arbitrariamente colocando o cliente em desvantagem e explorando-o como possível, de todas as formas concebíveis e inconcebíveis.

Se você analisar o mundo, passando em revista todas as classes, você verá que é um vasto curral lotado de bandidos.

Por isso também se chamam de piratas de poltrona ou ladrões do país, públicos, não assaltantes de cofre ou gatunos, que aliviam o caixa às escondidas, mas que estão sentados na poltrona; são considerados grandes fidalgos, cidadãos dignos e honestos, que roubam e furtam mantendo as boas aparências.

É assim que funciona o mundo: quem puder roubar publicamente continua livre, seguro e impune, e ainda cobra homenagens. Enquanto isso os pequenos ladrões de galinha sofrem o desaforo e a punição de ter que considerar aqueles outros retos e dignos de serem prestigiados. Mas precisam saber que perante Deus são os maiores gatunos, Ele os punirá de acordo com seu mérito.

É preciso explicar e incutir isso bem no povo, para que não se sinta tão à vontade e seguro, mas sempre tenha diante dos olhos a ira de Deus.

É preciso incutir (este mandamento) na gente jovem, para que se cuide e não imite os inúmeros velhos sem escrúpulos, mas mantenha diante dos olhos o mandamento de Deus. 

Nossa responsabilidade (como Igreja) é apenas instruir e repreender com a Palavra de Deus. Mas para reprimir essa flagrante arbitrariedade, precisamos de soberanos e autoridades que tenham olhos e ânimo para instaurar e manter a ordem em todos os negócios e transações comerciais, para que os pobres não sejam sobrecarregados e oprimidos, tendo que arcar com pecados alheios.

Este mandamento proíbe, em primeiro lugar, prejudicar o próximo, praticar injustiça contra ele em qualquer uma das numerosas formas que se possa imaginar, para comprometer, impedir e denegar posses e bens. Também não devemos ser coniventes, permitindo que isso aconteça.

Por outro lado, ordena que se fomente e se melhore sua propriedade, e se ele estiver passando por necessidade, deve-se ajuda-lo, compartilhar e emprestar a amigos e inimigos. 

Conheça a Igreja Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis. 

Avenida Ipiranga, 346.

Cultos todos os domingos às 9h. Tel. 24.2242-1703