Tribuna de Petrópolis

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Afinal, quem quebrou o país?

Por: José Afonso B. de Guedes Vaz - Advogado e membro da APL
14/11/2017
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Os brasileiros, sem dúvida, se encontram em estado de perplexidade ante o caos que se abateu sobre o país.

A cada dia que passa, é de causar tristeza e, sobretudo, asco, bastando que se leia os jornais de maior circulação ou mesmo através da mídia em geral, com relação às manobras de natureza política, melhor dizendo, da baixa política, que são praticadas no Planalto Central, tendo como protagonistas aquelas figuras já tão conhecidas dos brasileiros e nós, pobres mortais, certamente enojados de ver seus rostos e o pior, sempre com idênticos e demagógicos discursos.

O descalabro é de tal ordem que o ímpeto daqueles que labutam no dia a dia, com decência e dignidade, é de deixar o país na direção de outros, onde as mais altas autoridades se utilizam de bicicletas para locomoção trabalho/casa ou simplesmente, dirigem os seus próprios veículos, sem que detenham as chamadas “placas brancas”.

A propósito do que ora se comenta, no vizinho município de Teresópolis, a mídia divulgou, recentemente, a respeito do espetáculo deprimente ocorrido entre um número expressivo de vereadores e o prefeito da cidade e o povo teresopolitano, é claro, envergonhado com a baixaria, ou seja, o descalabro político a se misturar com a corrupção.

A verdade, ao que tudo leva a crer, é que a erva daninha plantada no Planalto Central espalhou-se pelo país afora e não há formicida ou qualquer veneno que a elimine.

Em Brasília, a desfaçatez é tão grande que no âmbito do Congresso Nacional os fatos ocorrem da forma mais deslavada e cínica, através de medidas como o troca-troca de deputados em diversas Comissões ou, ainda, com referência a beneplácitos a serem concedidos a parlamentares da “base”, objetivando de que dela não se desliguem figuras que apoiam o governo e a “conta” sempre a cair no bolso do povo ordeiro e paciente.

Ressalte-se, por outro lado, que causa repugnância a penúria em que se encontra o estado do Rio de Janeiro, alvo da bandidagem organizada a assassinar inocentes, o funcionalismo com seus vencimentos sem serem pagos, a saúde em pandarecos, enfim, tudo nos conduzindo a acreditar que a “marolinha” tão comentada, em passado não tão distante, não só atingiu, quase de forma mortal, o coração da nação mas, de modo especial o estado do Rio, como outras unidades da federação. 

Enfim, após conversas mantidas, o que se conclui é que a grande maioria dos interlocutores têm plena convicção de que, na verdade, quem quebrou o país foram aqueles que detêm a direção da “nau”, todavia, coadjuvados por uma grande maioria que não soube escolher os melhores candidatos para representá-la.

Resta a esperança de que na próxima eleição saibamos eleger os mais dignos e capazes de nos representar nas diferentes Casas Legislativas.