Tribuna de Petrópolis

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Clube Petropolitano completa 106 anos

04/07/2017
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Foto: Marco Oddone

O Petropolitano comemora hoje (04) o seu 106º aniversário de fundação. O clube foi fundado por um grupo de jovens sonhadores no dia 4 de julho de 1911, no bar de um alemão chamado Max Meyer, localizado onde atualmente é o Edifício Minas Gerais. Diz a lenda que o animado anfitrião comemorou o nascimento do Clube com tiros de espingarda para o alto. 

Na década de vinte, o clube, não possuía sede e utilizava até então o campo de futebol do Terra Santa. Posteriormente, em 1923, após receber um terreno no Valparaíso doado pela família Guinle, o Petropolitano construiu sua sede esportiva, com campo – Estádio Carlos Guinle – e duas quadras de tênis. A parte Social acontecia em salões ou teatros alugados, como o Cinema Petrópolis e Cinema dom Pedro, principalmente para as domingueiras dançantes e os já famosos bailes de carnaval.

Na década de quarenta, uma fundamental mudança marcava para sempre a história do alvi-negro: a aquisição, junto ao Capitão Lulú, do Tênis Clube de Petrópolis, com suas históricas quadras de tênis, onde Alberto Santos Dumont participava de animadas partidas sempre que veraneava na Cidade Imperial. Com a aquisição do Tênis Clube, o Petropolitano passou a ter sua sede social, localizada na Rua 1º de Março (conhecida atualmente como Av. Roberto Silveira – nome trocado após o Governador Roberto Silveira sofrer um acidente de helicóptero no local).

Em 1950, inaugura-se a piscina do clube, feito que trouxe ainda mais associados. Ainda nesta década, as domingueiras com a Banda do Kolling, os desfiles Bangu e o Baile de Máscaras, em parceria com a Prefeitura, movimentavam a cidade e todo o Brasil. Vários governadores e presidentes da República frequentavam o Baile de Máscaras, que reunia o crème de la crème da época. No esporte, o clube conquistava tudo. Tricampeonato Estadual de Tênis de Campo representando nossa cidade, títulos e mais títulos no futebol e recorde no basquete: octadeca campeão! Ou seja, 18 vezes consecutivas vencendo. 

 Em 1955, foi criado o Baile de Máscaras, realizado nos salões laterais e central do Clube. O evento passou a ser o evento de abertura e o baile oficial do carnaval petropolitano, já que todas as melhores fantasias do Brasil eram escolhidas a dedo para se apresentarem em um desfile de 40 minutos.

Em 1969, o dinâmico presidente José Borzino inauguraouo Salão Central localizado na Sede Social, com um belíssimo baile animado pela orquestra Tabajara, de Severino Araújo. Em 1972, inaugurou o prédio da Sauna do Clube. 


Outro famoso evento do Petrô foi lançado em 1972, o Som Petrô, baile que reunia milhares de jovens aos domingos e veio marcar gerações de petropolitanos. 

O ano de 1980 marcou outra mudança no clube. O Baile de Máscaras e seus trajes Black and Tie, abriu espaço para o Baile do Preto e Branco e seu tradicional desfile de fantasias que por muitos anos reuniu petropolitanos e cariocas em seus salões, entre eles Clóvis Bornay, Evandro de Castro Lima, Wilsa Carla, Elóy Machado, e tantos outros. Em 1982, a tradição do baile com cores do clube tomou o Brasil, fazendo com que clubes famosos realizassem o evento. A reboque do Preto e Branco vem o Baile do Havaí para os mais jovens e as tradicionalíssimas matinês, eventos que são realizados até hoje. 

Todas as grandes peças de teatro do Rio passaram pelo palco do Petrô, assim como a maioria absoluta dos cantores e grupos musicais: Pepino de Capri, Harry James e sua Orquestra, a Rainha do Dance Music Roberta Kelly, Gilberto Gil, Raul Seixas, Cazuza e Barão Vermelho, Ivete Sangalo, Banda Eva e Araketu. 

Na década de 90, a sociedade petropolitana, com hábito de frequentar a região dos lagos e com perda de poder aquisitivo, deixou de lado os clubes tradicionais e isso atingiu também ao Petrô.  Com um grupo de abnegados colaboradores, diretores, donselheiros e associados lutando a cada dia pela entidade, o clube conseguiu ser mantido e, hoje em dia, tem um leque bem interessante de possibilidades para sobreviver sem os sustos e percalços de um passado muito recente. (Com informações do site do Petrô).