Tribuna de Petrópolis

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De onde surge a notícia?

Por: Arthur Vieira
26/11/2016
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Foto Marco Oddone

A rotina de uma cidade é conhecida por quem a frequenta com certa periodicidade. O dia-a-dia de um determinado bairro ou região só pode ser sentido por quem vivencia cotidianamente aquele ambiente. Cada detalhe, cada situação que muitas das vezes passa por despercebida aos olhos da população, por já ter se tornado algo normal, para um repórter pode virar uma grande matéria. 

No entanto, pra isso duas coisas são fundamentais: tempo e dedicação. E se uma delas faltar, a reportagem será gravemente prejudicada. 

Quem lê uma notícia na banca, na internet, assiste a um telejornal ou ouve a ouve no rádio, muitas das vezes não tem ideia do percurso feito por aquela informação até chegar ao público-alvo. 

Num jornal, de um modo geral, as notícias do dia-a-dia chegam basicamente de uma forma: fontes externas. O repórter sempre tem um amigo, que conhece outro amigo, que tem um parente que passou por determinada situação. Ou então um assinante, um leitor, um ouvinte, que presenciou determinado fato decidiu entrar em contato com a redação. O problema é que antes de ser publicada, toda notícia precisa ter uma confirmação oficial. 

Um acidente de trânsito, por exemplo, pode não passar de um simples trote dado por um concorrente ou um desocupado. Então como saber a veracidade das informações?

O repórter conta com uma agenda, seja ela física ou virtual, onde estão listados os principais contatos de telefone e e-mail de autoridades ou fontes muito seguras e confiáveis, com as quais o jornalista já mantém uma boa relação de confidencialidade. 

Confirmada a informação, parte-se para uma nova fase da produção de notícia: a apuração. Para muitos essa é só mais uma etapa, mas pra mim essa é a parte fundamental. Tão importante quanto sua confirmação. Até porque, uma notícia mau apurada é tão falsa quanto aquela que se tem riqueza de detalhes mas não há confirmação. 

Na apuração é muito importante saber o que aconteceu, quando, onde, por que, e de que forma se passou. Essas são as principais informações de uma reportagem. A partir daí, com todos esses dados confirmados, parte-se para uma nova fase: a construção do texto. 

Na linguagem jornalística, o texto deve começar sempre com as informações primordiais no primeiro parágrafo. A introdução deve estar completa e clara de forma que a leitura dos demais parágrafos seja apenas para entender o caso e ter conhecimento de outros detalhes importantes.

Com o texto pronto, ele passa por um processo de revisão (para ver possíveis erros de concordância, sentido ou até mesmo de gramática), e depois disso pela edição (caso seja necessário), para que finalmente a matéria seja publicada.

Quem pensa que depois de publicada, a notícia terminou está enganado. A repercussão do que foi publicado e o desenrolar da situação que se transformou na matéria precisa ser acompanhada. Se for um acidente, por exemplo, é importante saber o estado de saúde da vítima. Se foi uma prisão, deve-se analisar como anda o processo. E por aí vai. 

A notícia nunca acaba. Ela se complementa ao longo do tempo, ou até mesmo se modifica completamente. Tudo depende de cada caso, de cada situação, e da apuração, que deve sempre ser mais clara, transparente e eficiente. 

Esse foi um breve resumo, ausente de detalhes, de como é produzida uma reportagem. 

Veja mais no blog: visaoreporter.blogspot.com.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Jornal Tribuna de Petrópolis.