Tribuna de Petrópolis

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Delinquência

Por: Angela Coutinho
10/11/2017
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O que é a delinquência? 

Quando falamos em delinquência, no mundo vivencial, pensamos logo no jovem que vive ao dispor das viciações, das degenerações de modo geral e sem responsabilidades. 

Porém, irmãos, a delinquência vai mais além: existe a delinquência moral, que é demonstrada nas atitudes daqueles que deixam a moral se esvair e não percebem as máculas que estão fazendo em si mesmos e nos outros; a delinquência em sentimentos, em Espírito, não a delinquência nos atos, mas, sim, no caráter, onde exorbitam nos sentimentos, onde tentam manipular e atrair, através de exposições de caráter ou de gestos, sempre tentando um usufruto mal delineado e distorcido, onerando e explorando o próximo; outros tantos delinquentes são aqueles que não vivenciam sua parte íntima cristã, que se trazem sem o devido respeito e compreensão com aqueles que vivem dentro do lar, com grande falta de dignidade e fraternidade. Isso são delinquências!

Não se saber posicionar como pai, como mãe, numa displicência ou indiferença total, é um tipo de delinquência que atinge as almas que fogem das responsabilidades em relação aos tutelados, os quais vieram direcionados em busca de um maior exercício em valores maiores.

A delinquência atua nos seres, hoje, quando o poder e a fama os tocam, fazendo com que ajam como malandros, burlando a muitos e achando que ninguém perceberá as manobras feitas em favor deles mesmos ou de uma acelerada ganância ao poder e à fama. 

Delinquência na área da política, da religiosidade, que tenta crivar de contextos religiosos ou sociais distorcidos, ilusórios e nulos, conturbando as almas crédulas e ingênuas, e tentando atraí-las aos seus palanques de visionários analfabetos em matéria de respeito ao seu próximo.

A delinquência se dá, também, no meio social e profissional, onde muitas criaturas tentam ser aquilo que não são, a poderem subir em postos condizentes, a se acharem mais respeitadas e reverenciadas. São delinquentes em caráter, desvirtuando-se para obtenções outras, obstruindo a própria personalidade e envergando capas ilusórias e características deturpadas em busca do ouro e das cédulas maiores que circulam no mundo carnal.

Então, irmãos, o termo delinquência abriga vários fatores, vários momentos e vários posicionamentos de vida. E qual seria o remédio a combater estes tipos de delinquência?

Eu diria que a vivenciação no Evangelho de Jesus, uma observação mais atenta nesta leitura, a extrair dela, realmente, o espírito da letra, o conteúdo moral que nele está contido. Essa era e é a intenção do Mestre em posicionar-Se e exemplificar-Se diante dos discípulos: deixar, em seus corações e em suas almas, o registro dos valores e das virtudes maiores à disposição de todos como almas infinitas, cabendo a cada um de nós saber extrair de seu contexto aquilo que mais precisamos apreender.

Não nos permitamos, irmãos, ser delinquentes em nenhum fator do viver, para que não venhamos a sofrer mais adiante e nos tornemos delinquentes no mundo espiritual.

Tentemos trafegar numa realidade pacífica e amiga, buscando sempre em nossos irmãos o que eles têm de bom e tirando de nós o melhor,  a fim de inibir esta delinquência que toma conta do mundo, e, no momento, também deste país, a podermos iluminá-los com a nossa ligação conjunta às vibrações do facho de luz irradiadas pelo Espírito Eterno Jesus.

Deus abençoe a todos nós!