Tribuna de Petrópolis

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“Doidas e Santas” traz Maria Paula como protagonista pela primeira vez

21/08/2017
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Divulgação

Está previsto para estrear esta semana nos cinemas brasileiros, o filme nacional “Doidas e Santas”, que tem direção de Paulo Thiago e tem pela primeira vez como protagonista a atriz Maria Paula, ex-Casseta & Planeta. O filme é baseado no livro homônimo de Martha Medeiros e já foi adaptada para o teatro. As filmagens foram realizadas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires.  

O filme conta a história de Beatriz (Maria Paula) uma psicanalista em crise. Não está satisfeita com o trabalho, tem problemas de relacionamento com a filha adolescente (Luana Maia), a mãe um tanto doidinha (Nicette Bruno), a irmã ausente (Georgina Góes) e um marido (Marcelo Faria) que não a faz feliz. Decidida a mudar sua vida, Beatriz decide se separar do marido e dá novos rumos à sua vida com a ajuda da amiga Valéria (Flavia Alessandra). É hora de recomeçar e, para isso, ela tem que estar preparada para tudo.

O livro “Doidas e Santas” foi lançado em 2008 e reúne cem crônicas que falam direto ao coração de suas leitoras e seus leitores. Nelas, Martha expõe os anseios de sua geração e de sua época, tornando-se uma das vozes mais importantes entre as recentemente surgidas no cenário nacional. As alegrias e as desilusões, os dramas e as delícias da vida adulta, as neuroses da vida urbana, o prazer que se esconde no dia-a-dia, o poder transformador do afeto, os mistérios da maternidade, enfim, o cotidiano de cada um de nós tornou-se o principal tema da autora.

Como toda grande artista, ela consuma o sortilégio da literatura: traduzir e expressar o que vai na alma de sua enorme legião de admiradores. Dona de uma sensibilidade incomum, Martha Medeiros tem para tudo um olhar, uma reflexão e uma reação fresca, nova, de alguém que pela primeira vez se depara com o inesperado, seja o assunto o Dia dos Namorados, a decisão de se começar a fumar, um sentimento de desconforto por qualquer coisa, uma paranoia que se imiscui sub-repticiamente ou um amor que acaba. Sempre terna e indignada, amantíssima da cultura contemporânea e dona de um imbatível senso de humor, em suas crônicas - assim como em sua poesia - Martha torna, para todos nós e com muita destreza, mais palatável o imponderável da vida.