Tribuna de Petrópolis

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Pais da Escola Municipal Leonardo Boff querem a volta da educadora

Por: Janaina do Carmo
21/06/2017
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Foto Marco Oddone

Pais de alunos da Escola Municipal Leonardo Boff, no Contorno, se reuniram na manhã de ontem (20) para cobrar a volta da educadora infantil. A profissional foi transferida da unidade há cerca de um mês e desde então a secretaria de Educação não substituiu a educadora.

A Escola Municipal Leonardo Boff é pioneira na educação integral e a educadora transferida atendia 72 alunos do quarto e quinto período da educação infantil. Desde que ela saiu da unidade, uma professora tem feito os dois papéis e atendido as crianças de quatro e cinco anos. Alguns dias da semana, por falta da educadora os estudantes saem cedo ou não tem aula.

"A educadora é essencial para a nossa proposta de educação integral. Enquanto a professora é responsável pela parte pedagógica, a educadora se dedica a cuidar dos alunos. Desde que ela foi embora, está tudo bem difícil, pois a professora tem que se desdobrar para atender aos alunos", disse a diretora da escola Angélica Domingas. "A mãe de um aluno até se ofereceu em ajudar e está ficando com as crianças, auxiliando a professora", ressaltou a diretora.

A questão já foi levada para o Ministério Público Federal (MPF) e uma reunião foi marcada para o mês de julho. "As nossas crianças estão sentindo muito a falta da educadora. A secretaria de Educação não está dando a devida importância ao caso. Porque as creches contam com duas educadoras por turma e as escolas de tempo integral não tem esse mesmo direito?", questionou uma mãe, Aline da Silva Santos.

A orientadora da escola, Naara Castro denuncia que a retirada da educadora da unidade aconteceu enquanto a direção estava negociando uma solução com a Prefeitura. "Tivemos um encontro com o chefe de gabinete e com a sub secretária de Educação para tentar uma solução. Nesse meio tempo, recebemos a visita de uma integrante do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) que nos disse que tiraria a educadora que ela não poderia continuar na escola. Dias depois, o secretário da Educação liga e manda a profissional deixar a unidade. Não fomos respeitadas, estávamos negociando. E essa questão do Sepe é muito grave", denunciou.

Os pais já fizeram um abaixo assinado que foi entregue no mês passado a Prefeitura e a Secretaria de Educação. "Nos reunimos e conseguimos mobilizar os pais. Não nos deram resposta, até agora. Já tem um mês que ela foi embora e nenhuma solução", disse Haroldo Wayand. 

Segundo a diretora Angélica, a secretaria de Educação chegou a anunciar a contratação de uma estagiária, mas ela ressalta que o estágio é de pedagogia. "As atribuições de uma estagiária de pedagogia é outra, não é a mesma que de uma educadora. Não vai atender as necessidades dos nossos alunos de tempo integral", lamentou. 

Angélica também questiona a importância da educação de tempo integral no governo. "Perdemos nossa educadora que era fundamental para o funcionamento da educação integral e sabemos que outras escolas também estão sofrendo com isso. Tivemos recentemente uma conferência de educação onde em nenhum momento se falou sobre esse tipo de ensino. O que era para ser prioridade está sendo deixado de lado", lamentou.