Tribuna de Petrópolis

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Esporotricose: proteja seu gato desta doença

Por: Luana Motta
20/07/2017
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A pele dos animais é tão sensível quanto a das pessoas e, por isso, também está sujeita ao aparecimento de doenças dermatológicas. A esporotricose é uma doença causada por um fungo, Sporothrix schenckii, que aparece principalmente em restos de vegetais, lixo e espinhos de plantas. Antigamente era conhecida como a “doença do jardineiro”, por causa da contaminação através dos espinhos das plantas. Os animais que mais acometem a doença são os gatos. De fácil transmissão, pode afetar tanto animais quanto pessoas. 

O Rio de Janeiro é campeão mundial da doença. Por causa do excesso de contaminação o fungo passou a ser considerado o mais violento. E ganhou uma tipificação, esporotricose brasiliense. Hoje a principal fonte de transmissão é o contato de animal para animal. Os principais contaminados são os felinos, em segundo lugar são os seres humanos, e só depois vêm os cachorros. 

O fungo é altamente transmissível, através de arranhões ou em contato com a ferida. Mas há também relatos da transmissão por inalação, em locais em que havia uma grande concentração de felinos convivendo juntos. 

A médica veterinária especialista em dermatologia Rosana Portugal indica alguns cuidados que merecem atenção. “Quando o animal aparecer com algum machucado, é importante observar se o machucado não cicatriza, se está se espalhando pelo corpo, pode ser esporotricose. Nunca se deve abandonar o animal, quando gato fica na rua, ele fica exposto a doença. Se alimenta de restos de lixo e pode ser contaminado. O gato de rua que está contaminado, pode transmitir a doença para o gato doméstico que só fica no quintal”, explicou.

A doença tem cura. Ainda não existe vacina preventiva, mas existe medicação e tratamento. A doença se instala principalmente por acusa da baixa imunidade. E o tempo do tratamento vai depender da resposta do organismo do paciente. A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Rio de Janeiro, oferece o tratamento para as pessoas, mas em Petrópolis não há. Já os animais devem ser encaminhados para o veterinário, para o diagnóstico e início do tratamento. Que dependendo do estado do paciente vai de seis meses a um ano e meio. 

“O tratamento é lento, mas 90% dos pacientes ficam curados. Por isso é importante evitar a contaminação. O animal deve ser castrado, manter uma boa higienização. Não precisa dar banho no gato todos os dias, mas que seja regular. E manter uma boa alimentação. Bom senso é fundamental” explicou a Rosana.