Tribuna de Petrópolis

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Lava Jato, PF e eleições na cidade

Por: Rogerio Tosta
24/11/2016
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Jornalista Rogerio Tosta

Desde a semana passada estamos sendo bombardeados por matérias sobre a prisão dos ex-governadores Sergio Cabral e Anthony Garotinho, e também sobre a tentativa de deputados federais e senadores em restringir as regras contra corrupção e para aumentar a punição por abuso de autoridade de juízes e investigadores. 

Sem contar é claro o caso do ministro de Governo, Geddel Vieira que a cada dia fica mais claro que vem utilizando o trafico de influência, tentando interferir diretamente no IPHAN, em benefício da construção de um edifício onde comprou um dos apartamentos na Bahia. Apesar de estar claro a sua interferência, o presidente Michel Temer e aliados no Congresso Nacional tentam mostrar que ele não fez nada de errado.  

Enquanto a crise política assola o país e mostra o quanto precisamos avançar nas investigações, principalmente quando um ex-governador utiliza o nome de uma mulher, que segundo a Polícia Federal não existe, para ter uma linha de telefone para falar com seus principais colaboradores. Em Petrópolis assusta as informações de que os servidores municipais podem ficar sem receber seus salários de novembro e dezembro e nem o 13º salário.  

O prefeito Rubens Bomtempo está fazendo de tudo para ter o dinheiro e quitar a folha de pagamento. Porém, a queda na arrecadação e o não repasse do governo do Estado para serviços como na área de Saúde, vem dificultando ainda mais a sua administração. Além disto, há informações de que ele está priorizando outras áreas que são fundamentais para fechar as contas e passar o bastão da Prefeitura para o prefeito eleito, Bernardo Rossi sem deixar dividas que configure o não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

No campo político, vereadores que apoiam o prefeito eleito, Bernardo Rossi utilizam do espaço que possuem na Câmara Municipal para criticar o que chamam de "má gestão de Rubens Bomtempo", frisando que o problema dos salários eram previsto deste junho, quando não conseguiu antecipar a primeira parcelo do 13º. A bancada de apoio ao futuro governo critica as medidas tomadas pelo governo, afirmando que ele não teve preocupação com os servidores.  

Enquanto isto, na Justiça Eleitoral, as coligações de ambos – Bomtempo e Rossi - vão travar um duelo com denuncias de um e outro e buscando assim cassar o registro de candidatura de ambos. Esta semana, a coligação que apoia Bomtempo denunciou Bernardo Rossi e Albano Filho de cometer crime de abuso de poder econômico. 

Para Bernardo Rossi a ação da coligação de Bomtempo é mais um ato de desespero do prefeito e de seu grupo que até o momento não aceitaram a derrota. A coligação de Rossi também apresentou a Justiça Eleitoral denúncias com supostos crimes que Bomtempo teria cometido.  

Em meio a estas notícias, seja nacional, estadual e municipal, o certo é que enquanto eles brigam na Justiça e nos bastidores políticos, a Policia Federal continua sua árdua tarefa, com apoio do Ministério Público Federal, em investigar e prender os corruptos do pais. Nas ruas da Cidade Imperial muitos perguntam quando a Operação Lava Jato, em seus vários desdobramentos vai chegar em Petrópolis. Só podemos esperar, esperar, esperar... afinal foram mais de 90 mil pessoas que se recusaram a votar em Bomtempo e Rossi.  

Veja mais no blog: www.rogeriotosta.com.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Jornal Tribuna de Petrópolis.