Tribuna de Petrópolis

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Nova subida da Serra só ficará pronta no ano que vem

Por: Aline Rickly
15/01/2016
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Após um período de 30 dias de férias coletivas, a previsão é que os cerca de 500 homens que estão trabalhando nas obras de construção da nova pista de subida da serra voltem a trabalhar na próxima quarta-feira (13). A informação foi fornecida pela Concer, concessionária responsável pela rodovia BR040, e confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Siticommm). A nova pista de subida da serra começou a ser construída em 2013. Na época, a previsão era que as obras fossem concluídas esse ano, a tempo das Olimpíadas, que acontecem no Rio, em agosto. Porém, o prazo foi prorrogado e a nova data para término da construção é o segundo semestre de 2017, conforme afirmou a Concer, destacando que 60% das intervenções foram concluídas. A nova pista de subida, que vai ligar Petrópolis ao Rio, consiste na construção de um túnel de, aproximadamente, 5km de extensão. Segundo José Aílton, diretor do Siticommm, apenas 1,2km foi escavado até o momento. Além do túnel, também estão sendo construídos: a pista de duplicação da descida, os viadutos e estão sendo realizadas, paralelamente, as obras de contenções ao longo do trecho. José Aílton lembrou que no período do pico da obra, que aconteceu entre setembro e outubro de 2014, a empreiteira chegou a contar com 1.200 funcionários, número que foi reduzindo ao longo do tempo. Por conta das demissões em massa, o diretor do sindicato lembrou que foram organizadas diversas greves dos trabalhadores no ano passado. Eles também chegaram a paralisar as obras por atraso de pagamento e pelo não repasse da Participação nos Lucros (PLR). Para este ano, José Aílton está otimista: “Esperamos um ano mais tranquilo e com novas contratações para que o novo prazo seja respeitado”,declarou. Avaliada em R$ 1,1 bilhão, a nova subida da serra tem como um dos objetivos diminuir o tempo de viagem entre o Rio e Petrópolis. Além disso, pretende minimizar número de acidentes que acontece na serra constantemente, gerando engarrafamentos quilométricos e influenciando diretamente na qualidade de vida de petropolitanos que precisam descer e subir diariamente e causando transtorno para turistas e visitantes.