Tribuna de Petrópolis

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Pokémon

Por: Fernando Costa - Advogado e jornalista
04/10/2016
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Todas as pessoas que a sociedade se recusava a ver justamente eram aquelas a quem Jesus procurava. O mundo atual anda atrás de quê? A maioria da população se move a investigar criaturas virtuais ao invés de se buscar pessoas ornadas em virtudes. Na verdade nunca vi esse tal de Pokémon e nem mesmo sei como adicioná-lo porque lhes confesso ser neófito em informática e eletrônica e delas só conheço o indispensável ao dia a dia profissional. 

O celular é para mim útil a receber e realizar telefonemas. Não vivo a deletar, a adicionar e nem a navegar... Pouco me apercebo do “chrone, cymera, dropbox, software, snapchat, offline,  whatsApp, youtube” e etc...  Mas, não estou alheio a essas invenções uma delas se transformou em “febre” e “moda atual”,  um jogo da Nintendo – o famoso “Pokémon go” que  a marca japonesa o cognomina Pocket Monsters. Enquanto Satoshi Taijiri o criou como um passatempo para colecionar insetos em seu tempo de criança essa mania ganhou fama mundial nos tempos hodiernos. Ao caminhar pela cidade se vê inúmeras pessoas atravessando ruas sem prestar a atenção, quase se jogam dentro do rio à caça de um deles e as praças repletas na tresloucada ânsia de captura desses monstrinhos... O mundo real é repleto de belezas e entretenimento e justamente se persegue no virtual um alento. 

É comum pessoas estarem nos jardins, estações de ônibus ou trens, aeroportos, igrejas, parques e etc. à espera de ditas criaturas... As lojas que vendem carregadores de baterias e de celulares vivem repletas de clientes apressados porque não desejam perder essa emoção  fugaz.. Daqui a pouco será preciso investir em seguros também para acidentes que acolham os “caçadores desses bonequinhos” porque eles não tardarão a ocorrer.  As pessoas  não conseguem se desgrudar do celular nem por um minuto do dia.  Não se ausentam das redes sociais onde quer estejam. Isso tem nome: chama-se  nomofobia, termo criado na Inglaterra para designar as pessoas compulsivas por esse tipo de conexão.  A  palavra é uma abreviação de “no mobile phobia” . Significa o medo de ficar sem celular. A chegada dos smartphones e dos planos de internet ilimitada fizeram com que incidência do problema expandisse.

 O Google  onde se pretende perquirir a resposta para tudo impede o cérebro de raciocinar isso sem contar as implicações cardíacas pela ansiedade ao passo que a leitura e o contato com o papel permitem aos neurônios  exercerem sua função... Para tudo deve haver um limite e essa orientação quando se trata de menor será no sentido das consequências e alertas a que deva prestar a atenção inclusive no trânsito. A princípio não há nada de mal, porém, tudo o que vicia e foge ao bom senso passa a ser prejudicial.

 Partindo para o plano espiritual o relacionamento pessoal, material e real este sim é valorizado por Jesus. Por mais insensatos sejamos e até mesmo ingratos Deus nunca desiste de nós. Nós é que muitas das vezes parecemos caçadores de Pokémon e nos perdemos no mundo virtual quando Ele se revela nas pessoas reais e nos fatos concretos.  Na Eucaristia temos a realização plena do efetivo existente supremo e sublime onde o humano e o divino se tornam realidade.