Tribuna de Petrópolis

Texto A - A A +

Procurando descobrir a finalidade da CPTrans

Por: Angelo Romero - Escritor
14/07/2016
Compartilhar:

A primeira matéria que escrevi e que foi publicada nesse espaço em 24/10/2010, foi endereçada à CPTrans. Deduz-se que a Companhia Petropolitana de Trânsito foi criada para planejar, fiscalizar, disciplinar e punir os infratores do trânsito da Cidade. Porém, no primeiro item de sua atribuição que é planejar e executar, ela deixa a desejar.

 Petrópolis é uma ilha cercada por montanhas por todos os lados. Para completar e explicar a complexidade do trânsito da cidade, recorro a uma matéria publicada há mais de 20 anos na revista Veja que provava, estatisticamente, ser Petrópolis a cidade brasileira com maior número de veículos motorizados emplacados per capita. Se este fato foi comprovado há mais de vinte anos, imagina como está hoje. Basta ver o número de carros de auto-escolas rodando pela cidade, preparando novos motoristas. Sei que não deve ser fácil planejar o trânsito do centro de uma cidade desprovida de grandes túneis e viadutos e de espaço para crescer entre morros. As soluções para minorar o problema, já que eliminar seria impossível, deveria partir de projetos bem elaborados e executados por engenheiros de trânsito da CPTrans. 

Entretanto, quando estes ditos engenheiros resolvem desatar um nó, conseguem dar um outro bem mais difícil de ser desatado. Citarei como exemplo recente uma modificação que aconteceu em torno da Praça do Bosque do Imperador. Inverteu-se a mão de tal maneira que ficou fácil imaginar uma colisão de veículos. E por pouco não aconteceu entre um ônibus que descia a Rua Dom Pedro em direção à Praça e um automóvel que desejava subir a citada Rua. Não houve a colisão porque o motorista do automóvel, com habilidade, desviou, subindo com a frente de seu veículo na calçada. A continuar assim, sugiro que as autoridades destaquem um carro guincho e uma ambulância para o local, preventivamente, porque outros acidentes, talvez em maiores proporções possam acontecer. 

Outra antiga medida da CPTrans, me faz rir. Quem vem para Petrópolis pelo Bingen de carro, quando chega próximo ao Palácio de Cristal, beirando o rio, existe um cruzamento com a rua que vem da Igreja do Sagrado Coração que, atravessando o rio, vai para a Mosela, ou retorna em direção do Bingen. Quem vem do Bingen para o centro da Cidade, segue em duas pistas. Pela pista da esquerda, atravessa o tal cruzamento; pela direita, pode entrar em direção ao Sagrado. Ou melhor, poderia, já que nessa esquina existe um ponto de Táxi. Não é hilário? Vai daí a minha dúvida: será a CPTrans, um órgão público para empregar engenheiros de trânsito, ou um tradicional cabide de emprego