Tribuna de Petrópolis

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Sustentabilidade

Por: Fernando Costa - Advogado e jornalista
24/11/2016
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Hoje uma das palavras da moda é a sustentabilidade, o meio ambiente. E são diversas as formas e das mais simples e que poderemos fazer a diferença. Todos, sem exceção, temos o nosso papel no mundo. Somos criaturas e filhos de um só Criador e, usufrutuários da terra, portanto, a nós incumbe o múnus de zelarmos por ela. 

Os exemplos são inúmeros, alguns até pueris, por exemplo: usarmos o chuveiro comedidamente, por que não ligá-lo e a seguir desligá-lo e apenas o religuemos quando formos nos enxaguar? Ser fashion é descer e subir escadas principalmente se se reside nos primeiros andares ou se trabalha em andares baixos. Ir ao médico, ao cabeleireiro no primeiro andar, pelo amor de Deus, não use o elevador, caminhe! Faz bem à saúde e economiza energia elétrica. Lá pelos idos dos anos setenta e oitenta era comum um desfile de automóveis pela avenida circundando a Dezesseis de Março quem sabe para mostrar o carro último modelo? Pedalar de bicicleta aos olhos de alguns era coisa de pobre e mal sabíamos todos nós que não há nada melhor para a saúde. 

Quantas pessoas arremessam pelo ralo óleo e azeite desce aos esgotos e acabam por poluir os rios e matam os peixes e contaminam a água que nos serve. As fábricas sem dó nem piedade jogam seus produtos químicos e as pessoas mesmo as do centro da cidade não raras vezes levam sacos de lixo, pedaços de móveis, televisão, geladeira, fogão e até colchões rio a baixo e ao final o que acontece? Acertamos! Todo o entupimento dos bueiros e as inundações.

 Não é primeira vez que lembro os automóveis transitando pelas ruas centrais e arredores com pessoas lançando latas e restos de alimentos calçada afora sujando os jardins e contribuindo para o agravamento da poluição. Não custa contribuir para sustentabilidade e fazermos a nossa parte em prol de uma natureza saudável e um planeta harmônico. Isso sem falar dos cuidados com a saúde. Quem não gosta de um legume, uma verdura e de se alimentar livre de agrotóxicos? Reciclemos tudo que possa ser reaproveitado: papel, latas e vidros. Evitemos o esbanjamento dos alimentos porque além de levar lixo para a mãe terra estaremos desperdiçando o que tantos poderiam aproveitar. Não sejamos atávicos e nem usemos antolhos vendo o que só queremos enxergar. 

Não adianta fingirmos e não estarmos nem aí para o que acontece quando podemos contribuir para um dia ameno e menos árido. Isso sim é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. É triste vermos a quantidade de peixes mortos pelas baías, rios e mares em diversas ocasiões. Mais triste ainda é quando eles são abertos e neles se encontram plásticos, tampas de garrafas e etc. Os “lixões” abrigam sobras que emitem gases do efeito estufa e são fontes de poluição das águas subterrâneas.

 A decomposição dos resíduos a exemplo de latas, garrafas pet, plásticos diversos pode se estender por décadas depois da sua desativação aumentando a contaminação hídrica mineral. Após Esse fluxo das águas subterrâneas, seguem pelo lençol freático e atingem as águas da superfície o que causam irreparáveis prejuízos à saúde humana, à fauna e à flora. Portanto, preservemos a terra que nos gera e nos recolhe livrando-a da fumaça dos automóveis e das fábricas e de detritos que podem perfeitamente ser acondicionados em local próprio. Francisco, o Patrono da Ecologia, Clara e Antônio nos recobrirão de bênção e também, isso revela a educação, a evolução e amor que deve reinar entre os povos.